domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sugestão, auto-sugestão, política e sociedade

Repensando ações, atenções, apetites, vontades e ideologias, passamos a refletir sobre a sugestão e auto-sugestão.
Todo o ser humano é sugestionável. Não concorda? Então observe-se ao ver na televisão a propaganda de um alimento ou bebida... sentiu fome? sentiu sede? Sentiu o sabor do alimento ou da bebida? ensalivou?...
Veja sua reação durante o período de carnaval, ou período de campanha política... e o Natal então!? no qual você estará totalmente inserido ou totalmente fora. Opção, sugestão ou auto-sugestão?
Quando um historiador entrevista alguém, este deve fazer-se psicologicamente, didaticamente, profissionalmente atento, para não padecer de sugestão, pois caso contrário poderá apaixonar-se pela causa do entrevistado e, ao invés de fazer uma pesquisa histórica e crítica, fará uma entrevista ideologicamente sugestionada.
Se não tomar os devidos cuidados de observação a si próprio, torna-se uma arma na mão do entrevistado, deixando-se sugestionar a ponto de tomar como suas, pessoais, as lutas e os anseios do entrevistado.
Na política, deixamo-nos sugestionar pelos sujeitos que, aparentemente, defendam as causas de nossa simpatia ou que poderiam beneficiar-nos, então, o povo em peso vota no "melhor", cuja habilidade sugestionável, que não é só do candidato, mas sim de um grande grupo, como propaganda, psicologia, estudo de linguagem corporal, uso de linguagem verbal simples e próxima ao povo, fazendo com que se reconheçam no próprio candidato, esquecendo que deve haver um plano de governo aceitável, mas isso fica pra depois, o importante do que recebe a sugestão é sorver toda o êxito que o candidato possa proporcionar durante a sua campanha.
A sugestão ou auto-sugestão está também nas nossas escolhas no decorrer da vida: nossos relacionamentos, por exemplo. Por quê escolhemos sempre as mesmas pessoas para nosso grupo social. Será que porque uma sugestão do grupo ou uma auto-sugestão nos diz que somente naquele grupo seremos alguém?
A discussão sobre sugestão e auto-sugestão é ampla, infinita, até podemos dizer, porém peço amigos, que reflitam. Eu estou fazendo o mesmo. Seremos nós, homens e mulheres construídos por sugestão e auto-sugestão? Ou sabemos realmente escolher?

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