Repensando ações, atenções, apetites, vontades e ideologias, passamos a refletir sobre a sugestão e auto-sugestão.
Todo o ser humano é sugestionável. Não concorda? Então observe-se ao ver na televisão a propaganda de um alimento ou bebida... sentiu fome? sentiu sede? Sentiu o sabor do alimento ou da bebida? ensalivou?...
Veja sua reação durante o período de carnaval, ou período de campanha política... e o Natal então!? no qual você estará totalmente inserido ou totalmente fora. Opção, sugestão ou auto-sugestão?
Quando um historiador entrevista alguém, este deve fazer-se psicologicamente, didaticamente, profissionalmente atento, para não padecer de sugestão, pois caso contrário poderá apaixonar-se pela causa do entrevistado e, ao invés de fazer uma pesquisa histórica e crítica, fará uma entrevista ideologicamente sugestionada.
Se não tomar os devidos cuidados de observação a si próprio, torna-se uma arma na mão do entrevistado, deixando-se sugestionar a ponto de tomar como suas, pessoais, as lutas e os anseios do entrevistado.
Na política, deixamo-nos sugestionar pelos sujeitos que, aparentemente, defendam as causas de nossa simpatia ou que poderiam beneficiar-nos, então, o povo em peso vota no "melhor", cuja habilidade sugestionável, que não é só do candidato, mas sim de um grande grupo, como propaganda, psicologia, estudo de linguagem corporal, uso de linguagem verbal simples e próxima ao povo, fazendo com que se reconheçam no próprio candidato, esquecendo que deve haver um plano de governo aceitável, mas isso fica pra depois, o importante do que recebe a sugestão é sorver toda o êxito que o candidato possa proporcionar durante a sua campanha.
A sugestão ou auto-sugestão está também nas nossas escolhas no decorrer da vida: nossos relacionamentos, por exemplo. Por quê escolhemos sempre as mesmas pessoas para nosso grupo social. Será que porque uma sugestão do grupo ou uma auto-sugestão nos diz que somente naquele grupo seremos alguém?
A discussão sobre sugestão e auto-sugestão é ampla, infinita, até podemos dizer, porém peço amigos, que reflitam. Eu estou fazendo o mesmo. Seremos nós, homens e mulheres construídos por sugestão e auto-sugestão? Ou sabemos realmente escolher?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A LOUCURA, baseado em Paul Veyne discutindo Foucault e a BELEZA baseada na mesma discussão
, 

"Dizer que a loucura não existe não é afirmar que os loucos são vítimas de um preconceito nem, aliás, o negar... ela não afirma, assim como não nega, que se deveria segregar os loucos, ou que a loucura existe porque fabricada pela sociedade, ou que é modificada em sua positividade pela atitude que as diferentes sociedades têm para com ela, ou que as diferentes sociedades conceptualizaram muito diferentemente a loucura... a negação da loucura não se situa ao nível das atitudes diante do objeto, mas ao de sua objetivação: ela não quer dizer que só é louco aquele que é julgado como tal, mas que, a um nível que não é o da consciência, uma certa prática é necessária para que haja somente um objeto, "o louco", a ser considerado como tal em toda consciência, ou para que a sociedade possa "tornar louco"."
Assim, é absolutamente plausível que, tanto a loucura como a beleza, não são coisas em si, absolutas e imutáveis... portanto, como tal, NÃO EXISTEM! Tanto a beleza quanto a loucura, são mutantes que acompanham o tempo e o espaço em que se manifestam, isto é, nas diferentes sociedades do mundo. Assim comoeram loucas e bruxas as mulheres que faziam chás durante a Idade Média, assim, eram explendidamente lindas as fartas de corpo, e terrívelmente feias as magras. Assim, como atualmente, possa ser considerado um louco qualquer pessoa que se dê o direito de não fazer nada, ao invés de correr "lucidamente" em busca de bens desejáveis e cada vez mais em busca de novos objetos consumíveis... atualmente, os corpos adquirem importância em uma insana dicotomia entre beleza e saúde, onde o belo pode não ser o mesmo que o saudável, o que as une e as separa em cada pessoa de uma forma diferente e torna os indivíduos mentalmente saudáveis e aceitáveis na nossa sociedade ocidental consumista de bens e imagens, enquanto que loucos são considerados os que já não querem lutar e vivem pelas ruas, apenas comendo o que lhes sobra da "luta consciente dos demais seres".
A.K.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Caminho dourado
"Com as pedras que me atiraram no decorrer da vida, fui ladrilhando caminhos e pintando de dourado para que os que vierem depois encontrem mais facilmente a chave da felicidade!"(A.K.)
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Receita para se fazer um morcego:
Para fazer um morceguinho vc deve seguir a seguinte receita:

Pegar um ratinho, cuidar com carinho e a máxima atenção por algum tempo,
Elogiá-lo, escová-lo, perfumá-lo, levá-lo pra passear...
Quando ele se sentir forte e saudável,
Você então dá asas a ele!
Em pouco tempo terá o seu personal morcego sugador,
mas não se preocupe com o que ele vai sugar, porque a primeira presa será você mesmo,
então, para isso não acontecer, já que você fez o bichinho, só resta alimentar a fera!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O tempo nos ensina que tudo o que vivemos, um dia chega ao fim, e estes momentos devem ser aproveitados ao máximo, e cada um vai aproveitar da sua melhor forma, e no sentido que desejar.
Importa é que convivemos por 2 anos e cada um leva um pouco dos outros para a sua vida, para o seu trabalho, enfim, para as suas próximas experiências!
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
O filme ensaio sobre a cegueira é um poço profundo de reflexão científica e pessoal.
Desde o início você pode começar a verificar que vivemos em um mundo de cegos, onde o único que possa enxergar além, é considerado um estranho e não é reconhecido como parte do grupo, mesmo que possa nos ajudar.
Os cegos reconhecem uns aos outros como seres comuns e agrupam-se de acordo com a sua cegueira e as suas necessidades. Passam então, a travar relacionamentos dentro do pequeno grupo onde sentem-se protegidos do externo, que são os outros grupos de cegos.
Cegos somos nós, grupos sociais que nos unimos, assim como o gado se agrupa em dias de frio para não morrer.
O único a enxergar tem a escolha de ajudar os outros cegos sem esperar recompensa ou então deixar-se invadir pela cegueira que lhe tornará um ser comum ao grupo, e deixar de se sentir um excluído.
Quando o primeiro que havia-se tornado cego volta a enxergar, o único que via tudo então, isenta-se da responsabilidade e deixa-se invadir pela cegueira para sentir-se parte do grupo. Já não é um estranho, agora faz parte e tem quem lhe proteja.
Outra reflexão que podemos aproveitar do início ao fim é a seguinte: se nos tirarem tudo aquilo que valorizamos, o que sobrará de humano, de espiritual e de moral em nós? Afinal, quem somos nós? Quem nós desejamos ser?
Obs:
"Ensaio sobre a cegueira" é um filme sobre o livro de José Saramago com o mesmo nome.
O diretor é brasileiro, Fernando Meirelles, e a trilha sonora também é magnificamente nacional. Atores internacionais dão um toque excelente, além de a filmagem ter sido feita em cidades de vários países diferentes, criando um ambiente próprio.
Vale a pena ser visto por quem tenha coragem de pensar e repensar a si próprio.
Desde o início você pode começar a verificar que vivemos em um mundo de cegos, onde o único que possa enxergar além, é considerado um estranho e não é reconhecido como parte do grupo, mesmo que possa nos ajudar.
Os cegos reconhecem uns aos outros como seres comuns e agrupam-se de acordo com a sua cegueira e as suas necessidades. Passam então, a travar relacionamentos dentro do pequeno grupo onde sentem-se protegidos do externo, que são os outros grupos de cegos.
Cegos somos nós, grupos sociais que nos unimos, assim como o gado se agrupa em dias de frio para não morrer.
O único a enxergar tem a escolha de ajudar os outros cegos sem esperar recompensa ou então deixar-se invadir pela cegueira que lhe tornará um ser comum ao grupo, e deixar de se sentir um excluído.
Quando o primeiro que havia-se tornado cego volta a enxergar, o único que via tudo então, isenta-se da responsabilidade e deixa-se invadir pela cegueira para sentir-se parte do grupo. Já não é um estranho, agora faz parte e tem quem lhe proteja.
Outra reflexão que podemos aproveitar do início ao fim é a seguinte: se nos tirarem tudo aquilo que valorizamos, o que sobrará de humano, de espiritual e de moral em nós? Afinal, quem somos nós? Quem nós desejamos ser?
Obs:
"Ensaio sobre a cegueira" é um filme sobre o livro de José Saramago com o mesmo nome.
O diretor é brasileiro, Fernando Meirelles, e a trilha sonora também é magnificamente nacional. Atores internacionais dão um toque excelente, além de a filmagem ter sido feita em cidades de vários países diferentes, criando um ambiente próprio.
Vale a pena ser visto por quem tenha coragem de pensar e repensar a si próprio.
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